Acreditar ou não numa força superior torna uma pessoa melhor ou pior? Pergunte a um ateu o que ele acha, com sinceridade, de uma pessoa religiosa, e a resposta vai ser tão pouco gentil quando a de um religioso sobre sua opinião a respeito dos ateus. Mas esse pouco apreço pela (falta de) fé alheia ganhou contornos de agressão gratuita pela fala do apresentador de TV José Luís Datena, que relacionou o ateísmo ao crime, com frases como “ateus são pessoas sem limites, por isso matam, cometem essas atrocidades”.
Em resposta, o articulista da “Folha de S.Paulo” (e ateu assumido) Hélio Schwartsman publicou na edição online do jornal este artigo, contestando a “tese” de Datena. No texto, ele usa exemplos para contestar a associação simples entre virtude e religiosidade, e ainda apresenta números para mostrar que, muito mais que na sociedade, os ateus são minoria nas prisões.
E você, o que acha dessa polêmica?







Comentários
Acredito que a criminalidade está associada com a ausência de medo da punição. Seja a punição pela justiça divina, para os religiosos, ou a punição pela justiça do Estado. Muitos religiosos deixam de cometer certos crimes ou delitos por medo do inferno, outros, religiosos ou não, por medo de ir para a cadeia. E o que dizer de alguns criminosos que possuem como santo de fé o São Jorge. Estes não tem fé? Não cometem crimes? E os fundamentalistas religiosos, que usam a religião para justificar seus crimes contra a humanidade?
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